Claro, os franceses capricham nas ceias de fim de ano e não dispensam especialidades. Foie gras como entrada e peru recheado com castanhas são duas tradições, assim como a degustação de ostras, sobretudo no último dia do ano. Aliás, após a missa da véspera de Natal, a vigília que se segue com a confraternização e a ceia é chamada de le réveillon. Ou seja, na França, as comemorações natalinas e de Ano Novo são quase idênticas, até mesmo com troca de presentes.
O foie gras, praticamente uma instituição nacional, já que na França são produzidos cerca de 80% da produção mundial da iguaria, é preparado, de forma mais refinada com fígado de ganso ou de pato, engordado especialmente para essa finalidade. Regiões como Alsace, Périgord e Midi-Pyrénées são as que garantem esse carro-chefe em cardápios e mesas. E a sofisticação máxima é o foie gras com trufas.
Para estimular ainda mais o apetite, não faltam indicações sobre quem produz o melhor foie gras da França e até modismos para renovar o sabor da pedida. Entre os mais recentes hábitos está o de comprar foie gras para finalizá-l0 em casa, em geral de forma rápida numa frigideira.
Quem prefere se render às habilidades dos chefs pode saborear receitas especialmente preparadas para as festas de fim de ano, como foie gras e bûche de Noël, em restaurantes como o Chez Clément, com endereços espalhados pelos quatro cantos de Paris. Para comer foie gras, uma das mais tradicionais opções na Cidade Luz é Joséphine “Chez Dumonet”.
Curso de francês para viagem
sábado, 19 de dezembro de 2009
Ceias de Natal e Ano Novo na França
Marcadores: Natal Ano Novo França foie gras
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Natal de sonhos
No Natal, quando o sentido maior da data pode ser conciliado com um pouco de diversão, a festa que é pura emoção assume o seu lado vibrante. Existem especialistas na arte do entretenimento capazes de elevar as sensações ao máximo. Na Disneyland Resort Paris, por exemplo, nesta época do ano, todo fim de tarde se repete um ritual: a hora em que a enorme árvore natalina, em Town Square, é acesa. Nesse parque encantado, até o castelo vira um palácio de cristal graças ao efeito de milhares de luzes. E, na virada para 2010, o parque funcionará até 1h da manhã, com show pirotécnico a partir da meia-noite. Uma fantasia que faz bem a crianças de verdade ou renascidas dentro de corações maduros.
Tudo isso em pleno rigoroso inverno que domina a capital francesa, com termômetros encostando no zero ou abaixo, mas a neve só costuma ser prevista para janeiro. Até lá, no mundo dos sonhos, Branca de Neve assume o papel principal na Disneyland parisiense. É que a personagem ganhou um espetáculo especial, para marcar o lançamento em Blu-ray de “Branca de Neve e os Sete Anões”, um clássico que foi pioneiro no cinema no gênero animação.E, como Paris é imperdível em qualquer época e com qualquer temperatura, além do parque de diversões, valem a pena outros passeios, aproveitando inclusive os ônibus de turismo de dois andares que percorrem os locais cartões-postais da cidade.
Marcadores: Natal Paris inverno
domingo, 6 de dezembro de 2009
Vitória do amor à camisa (manto sagrado hehehehe) e da humildade
MENGÃO HEXA
Felizmente, nem só de belos e completos centros de treinamento , nem só de técnicos estrelas que batem no peito que fazem e acontecem, vive o futebol brasileiro. No futebol, como na vida, é preciso ter amor pelo que se faz, ter humildade no que se faz.
Para o meu Flamengo ser campeão teve:
artilheiro ganhando menos para ser mais feliz; craque de 38 anos desacreditado e fazendo a diferença, craque campeão mundial, até então, eterno assistente, assumindo pela força de uma torcida, goleiro marrento pegando tudo, torcida linda maravilhosa como sempre.
É um caso de amor! Não foi uma questão só de dinheiro, foi um caso de entrega, de disposição de jogadores de qualidade e de um recém-técnico experientíssimo!! Sou de uma geração que acompanhou, vibrou e se emocionou com os 5 títulos de Andrade no Flamengo, vi todos eles, sofri e vibrei em todos eles. Assim como no campeonato sem ele.
Eu sou hexacampeã de verdade!!!!!!!!!!!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Festa parisiense de Natal: da patinação à roda-gigante de La Concorde
O fim do ano faz de Paris um cenário à parte, suscitando novas formas de lazer, como a patinação ao ar livre e as voltas de roda-gigante panorâmica da cidade. O inverno tem seus encantos para crianças, jovens e adultos que se divertem deslizando nas pistas de gelo montadas especialmente em dezembro até o início de janeiro. A novidade desta vez é que haverá duplo endereço: em frente ao Hotel de Ville (Câmara Municipal), fica o rinque tradicional, com 1.125 metros quadrados, além de um anexo para crianças, com 240 metros quadrados. E, diante da Gare de Montparnasse, na Place Raoul Dautry, haverá uma pista de 770 metros quadrados e outra, para crianças, com 150 metros quadrados.
Bom mesmo é a atividade não estar restrita aos quem dominam os patins, porque o público em geral pode ter aulas gratuitas, aos sábados e domingos, com facilitadores. E como um espaço democrático, as pistas são reservadas, de segunda a sexta, de manhã para grupos de crianças e jovens parisienses durante o horário escolar.
Mas o inverno ainda tem mais atrações na capital da França. Crianças e jovens são convidadas a se habilitarem nos esportes de inverno em oficinas e workshops gratuitos oferecidos no Estádio Sebastién Chartély este mês.
Curioso sobre a Gare de Montparnasse é um fato ocorrido em outubro de 1895, quando o expresso “Paris-Granville” descarrilou, possivelmente porque o maquinista não conseguiu frear dentro da estação, provocando colisões sucessivas da locomotiva, que, como num filme de Hollywoord, atravessou uma parede e se projetou para fora ficando apoiada apenas na parte dianteira. Para sorte dos passageiros, ninguém se feriu. Mas, no acidente, morreu uma vendedora de jornais sobre a qual desmoronou uma parede.
Vista da cidade do alto
Outro atrativo da temporada, até fim de janeiro, está na Place de la Concorde, onde La Grande Roue (Roda-gigante), com 60 metros de altura, proporciona uma visão ampla de pontos turísticos da cidade, como do Museu do Louvre, da Torre Eiffel, da Catedral de Notre-Dame e do Champs-Elysées.
Marcadores: fim de ano Paris patinação no gelo roda-gigante
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
sábado, 28 de novembro de 2009
La Bûche de Noël e suas saborosas lendas
A árvore natalina tem uma forte concorrente comestível na França: a Bûche de Noël. Os dois símbolos estão bem fincados na tradição e, de certa forma, são complementares, já que o doce tem a forma de um tronco de árvore preparado com massa de pão-de-ló e cobertura, tradicionalmente glacê ao leite e licor Grand Marnier ou purê de castanhas ao chocolate. Tão variadas quanto as receitas e as decorações da iguaria são os relatos sobre a origem do costume.
Dizem que na França, durante a época Céltica, o tronco representava proteção e era um tipo de amuleto da sorte. Mas no mundo da pâtisserie, os chefs têm suas convicções. Para Paul Bocuse, o apreciado bolo tipo rocambole surgiu em Lyon, recheado com chocolate. Outros, porém, afirmam que tudo começou em Paris, com recheio de creme de manteiga com sabores como café, avelã e chocolate.Constam versões do bolo-tronco em outros países, como Inglaterra, Itália e Canadá (Quebec).
Quem procurar dados históricos, encontrará informações segundo as quais a queima do tronco celebrava o solstício de inverno, representando o fogo o renascimento do Sol. Somente no século XIX, a tradição teria sido adaptada e transferida para a degustação do bolo tipo rocambole.
As explicações mais prosaicas dão conta de que, na França, na época de Natal, as toras de madeira postas nas lareiras deveriam corresponder ao número de pessoas na casa. Sendo assim, quem chegava para a comemoração deveria dar a sua contribuição. Além disso, as toras deveriam queimar a noite inteira para atraírem sorte para todos e proteção contra incêndios e raios. Se o fogo se extinguisse ou fosse deliberadamente apagado, haveria desgraças.
Até mesmo no cinema existe uma versão “La Bûche” (filme também exibido com o título “Três irmãs”), com direção de Danièle Thompson. Na tela, a narrativa começa quando Yvette, após ficar viúva, reúne suas três filhas para o Natal. Elas estão cheias de problemas e se reúnem a contragosto: Sonia (Emmanuelle Béart) está em crise no casamento mas não quer falar sobre isso; Louba (Sabine Azéma) está grávida de seu amante casado; e Milla (Charlotte Grainsbourg) pensa que encontrou o homem de sua vida, mas está enganada.
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Notre-Dame de Paris
Nas festas de fim de ano, uma das atrações em Paris é a decoração natalina e o presépio da Cathédrale Notre-Dame de Paris, em plena Praça Parvis, na Île de la Cité. Mesmo enfrentando filas, a oportunidade de mergulhar no clima da ambientação, que a cada ano apresenta novidades, é uma experiência recompensadora.
Uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico, ela começou a ser construída em 1163. A sua arquitetura e imponência simboliza a fase de expressão política e econômica da capital parisiense na época, com a ascensão da burguesia e do clero urbano.
Símbolo tão grandioso também influenciou a obra de Victor Hugo. Em 1831, que lançou o livro “Notre-Dame de Paris”, ou simplesmente a história do Corcunda de Notre Dame, como ficou conhecida, ganhando até versão infantil.
No original, o autor conta a dramática trajetória de Quasímodo, o menino deformado que foi deixado na catedral e adotado pelo arquidiácono Claude Frollo. Mas ambos se apaixonarem por Esmeralda, uma bela cigana que dançava na praça. Para complicar ainda mais a situação, ela ama o soldado Phoebus, que, mesmo se dizendo apaixonado, é noivo de outra. Ele marca um encontro com ela em local fechado, mas são descobertos por Frollo que o apunhala. Daí para frente uma sucessão de encontros e desencontros leva Esmeralda à execução. Enfurecido, Quasímodo atira Frollo do alto da torre da catedral e desaparece.
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